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Sim, Deus, Sim (Yes, God, Yes), critica de maneira respeitosa sexualidade e religião, gerando desconforto quando se coloca a carapuça.

Sim, Deus, Sim (Yes, God, Yes) é um filme de drama, com leves pitadas de comédia, norte americano de 2019 escrito e dirigido por Karen Maine e estrelado por Natalia Dyer, a Nancy Wheeler de Stranger Things. O filme foi disponibilizado na Netflix estadunidense em 22 de outubro de 2020, mas ainda não na brasileira.
O filme foi um sucesso de crítica. No Rotten Tomatoes, o filme tem uma taxa de aprovação de 94%, com uma classificação média de 7,19 / 10. No Metacritic, o filme tem uma pontuação média ponderada de 71 de 100. Richard Brody, do New Yorker, chamou o filme de um “notável” primeiro longa para a escritora e diretora Karen Maine. Brody incluiu o filme em sua lista dos melhores filmes de 2020
O filme se passa no outono de 2000 e tem como tema central Alice, uma estudante inexperiente sexualmente, mas curiosa, em uma rígida escola secundária católica, onde se ensina nas aulas de moralidade que qualquer atividade sexual não voltada para a procriação dentro de um casamento heterossexual é um pecado, com danação eterna como punição.
O período de transição da juventude para a idade adulta é, para dizer o mínimo, complexo, acompanhado de dúvidas, incertezas, medos, sonhos e segredos. Parece que muitas coisas não podem ou não devem ser ditas aos jovens, o que faz com que muitos adolescentes busquem respostas por conta própria, costumeiramente, tropeçando no caminho.
O espectador com mais de trinta anos identifica facilmente as questões levantadas na discussão, mas talvez os mais jovens não atinjam a profundidade da expectativa de que era, de repente, ter um estranho falando sobre sexo em um universo onde quase ninguém tinha a internet e nem sabia como funcionava.
Apesar de leves pitadas de humor, o tema é abordado de maneira respeitosa, principalmente por se tratar de assuntos que ainda são tabus impronunciáveis, não apenas nos meios católicos. Os obstáculos para falar abertamente sobre sexo, a doutrina de punição e culpa a quem manifesta interesse pelo assunto, bem como a opressão que ocorre especificamente contra as meninas, cuja sexualidade e educação sexual são negadas desde cedo.
Natalia Dyer foi a escolha perfeita para o papel. Uma adolescente tímida e silenciosa em busca de entendimento, mostrando-se perfeitamente capaz de assumir a liderança em qualquer trama.
O filme oferece um debate provocativo com seu enredo. No entanto, Sim, Deus, Sim (Yes, God, Yes) é um filme desconfortável para algumas pessoas, pois que destaca os tabus impostos pelas redes sociais. Não precisamos nem destacar o óbvio: esses tabus pesam ainda mais sobre as mulheres.
Entretanto, devemos alertar: cuidado, a carapuça pode servir.

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