Primeiras críticas destacam grandiosidade de Duna, mas dizem que roteiro decepciona

Primeiras críticas destacam grandiosidade de Duna, mas dizem que roteiro decepciona

Longa teve sua première no Festival de Veneza. Após muita expectativa e adiamentos, a nova
versão de Duna teve sua première no Festival de Veneza e as primeiras críticas já
foram divulgadas online.

Embora a maioria dos críticos destaque que o longa é de fato grandioso, o saldo da produção
não parece muito positivo, muitos afirmam que a produção se perdeu em sua própria escala,
deixando de lado partes importantes do universo criado por Frank Herbert. Confira algumas
opiniões abaixo:

Apesar de toda visão fascinante de Villeneuve, ele perde de vista por que a obra-prima de
ficção científica de Frank Herbert é digna deste espetáculo, em primeiro lugar (…) O primeiro e
mais fundamental problema é o roteiro (creditado ao trio de peso Eric Roth, Jon Spaihts e o
próprio Villeneuve), que mergulha no livro de Herbert com toda força e barulho de uma nave
de especiarias, mas extrai pouco da substância importante abaixo da superfície – IndieWire.

Duna é um filme que merece cinco estrelas pela construção de mundo e cerca de duas e meia
pela narrativa. Se você o colocar ao lado da adaptação desastrosamente confusa de David
Lynch de 1984, ele pode parecer uma obra-prima (a maior parte da história faz sentido agora).
Por uma hora ou mais, o filme é hipnotizante, jogando brilhos sedutores de traição enquanto
apresenta a história de Paul Atreides (Timothée Chalamet), o talentoso herdeiro da Casa
Atreides, cujo pai, o duque Leto Atreides (Oscar Isaac), lidera o que parece ser uma
oportunidade, porém cheia de perigos (…) Duna pretende nos surpreender, e as vezes
consegue, mas também quer entrar na nossa pele como um mosquito hipnoticamente tóxico,
e ele consegue… até que não consegue mais – Variety.

O que o filme não consegue fazer é moldar a intrincada construção de mundo de Herbert de
uma forma fácil de digerir. A história e a complexa estrutura social, que são essenciais para a
visão do autor, são condensadas em um borrão, limitando a mitologia. As camadas de
alegorias políticas, religiosas, ecológicas e tecnológicas que fazem o livro ser tão exaltado, se
tornam uma guerra comercial pouco envolvente no roteiro de Jon Spaihts, Eric Roth e
Villeneuve, com o barão Vladimir Harkonnen (Stellan Skarsgard) ordenando um genocídio para
garantir o monopólio da viciante Spice, encontrada apenas nas terras desertas de Arrakis – The
Hollywood Reporter.

No entanto, há também críticas positivas ao longa, destacando especialmente o trabalho do
elenco:

“Que filme! O drama é bem apresentado por um elenco unido (Rebecca Ferguson, Charlotte
Rampling, Jason Momoa) e Villeneuve é confiante o suficiente para deixar a temperatura
aumentar gradativamente, antes que grandes sequências eventualmente quebrem esse
disfarce. Ele construiu um mundo inteiro para nós aqui, repleto de mitologia e mistério,
deixando de lado sinalizações narrativas ou exposições práticas” – The Guardian.

“Entre performances uniformemente excelentes, Timothée Chalamet se destaca em seu
primeiro papel de protagonista em um blockbuster. Em um filme com essa escala, ele tinha
todas as chances para ser engolido pela enormidade de tudo ao seu redor – assim como um
verme da areia – mas mesmo diante de um espetáculo colossal, o carisma magnético que ele
exibia em filmes independentes continua brilhando” – Empire.

Rebecca Ferguson, Jason Momoa, Zendaya, Dave Bautista e Josh Brolin também estão no
elenco da nova adaptação de Duna, que chega aos cinemas brasileiros em 21 de outubro.

 

Fonte: The Hollywood Reporter

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