O Fim da Eternidade – Isaac Asimov

O Fim da Eternidade – Isaac Asimov

Sinopse

Andrew Harlan é um Eterno: membro da classe dominante do futuro. Seu trabalho é viajar pelos séculos monitorando e alterando realidades, corrigindo assim os erros dos homens. A humanidade estava a salvo. Até que Harlan comete o pior dos pecados: apaixona-se. Tido como um de seus melhores trabalhos, este clássico nos mostra mais uma vez por que Asimov é considerado o grande mestre da ficção científica moderna.

 

 

Autor: Isaac Asimov

 

 

 

Isaac Asimov nasceu em Petrovich, Rússia, em 1920. Naturalizou-se norte-americano em 1928. O “Bom Doutor”, como era carinhosamente chamado por seus fãs, escreveu e editou mais de quinhentos livros, entre os quais O Fim da Eternidade, Os Próprios Deuses e a série Fundação – contemplando a Trilogia e outros quatro títulos que ampliam a saga –, além das histórias de robôs. Asimov alcançou sucesso não apenas com suas mundialmente famosas obras de ficção científica, mas também com tramas de detetive e mistério, enciclopédias, livros didáticos, textos autobiográficos e uma impressionante lista de artigos sobre os mais variados aspectos da ciência.

Depois de completar seu doutorado, Asimov entrou na faculdade de Medicina da Universidade de Boston, com a qual permaneceu associado a partir daí. Depois de 1958, isto foi sem ensinar, já que se virou para a escrita em tempo integral (suas receitas da escrita já excediam as do salário académico).

 

 

Asimov tinha medo de voar, só o tendo feito duas vezes na vida inteira (uma vez, durante seu trabalho na Naval Air Experimental Station, e outra, na volta para casa da base militar de Oahu, em 1946). Raramente viajava grandes distâncias, em parte por causa de sua aversão a voar, adicionada às dificuldades logísticas de viajar longas distâncias. Esta fobia influenciou várias das suas obras de ficção, como as histórias de mistério de Wendell Urth e as novelas sobre robôs de Elijah Baley.

 

 

 

Os interesses variados de Asimov incluíram, nos seus anos tardios, sua participação em organizações devotadas à opereta de Gilbert and Sullivan e em The Wolfe Pack, um grupo de seguidores dos mistérios de Nero Wolfe, escritos por Rex Stout. Ele era um membro proeminente da Baker Street Irregulars, a mais importante sociedade sobre Sherlock Holmes. De 1985 até sua morte em 1992, ele foi presidente da American Humanist Association; seu sucessor foi o amigo e congênere escritor, Kurt Vonnegut. Ele também era um amigo próximo do criador de Star Trek, Gene Roddenberry, e foram-lhe dados créditos em Star Trek: The Motion Picture, pelos conselhos que deu durante a produção. – Video entrevista “Star Trek Convention 1973”

Asimov morreu em 6 de abril de 1992 em Nova Iorque. Foi cremado e suas cinzas foram espalhadas.

 

 

 

Asimov pretendia escrever 500 livros e, por pouco, não atingiu essa marca; escreveu 463 obras. Mas, somando todos os livros, desenhos e coleções editadas, totalizam-se 509 itens em sua bibliografia completa. Asimov pode ter escrito Opus 400, que seria uma comemoração de 400 publicações; contudo, a lista de comemorativos da bibliografia vai apenas até o Opus 300.

 

 

Vamos à obra: O fim da Eternidade

 

 

 

 

Clássico da literatura mundial e ícone da ficção cientifica. Falar de uma obra como esta é de fato, difícil. Ainda mais de um autor do porte de Isaac Asimov. Estou aqui como fã para destacar os pontos que mais me chamou atenção dentro da narrativa.

Originalmente lançada em 1955, O Fim da Eternidade, de Isaac Asimov, é considerada uma das obras-primas da ficção científica e um dos mais importantes romances sobre viagens no tempo. De forma leve e bem-humorada, Isaac realiza questionamentos ainda bastante contemporâneos, como o comodismo do ser humano, sua evolução perante as outras espécies e a busca incessante do controle sobre a vida dos outros. A obra também propõe reflexões perante o nosso comportamento diante das necessidades pessoais e as situações que envolvem um bem maior. No romance, o leitor é apresentado a Andrew Harlan, um Eterno, membro de uma organização que monitora e controla o Tempo. Um técnico que lida diariamente com o destino de bilhões de pessoas no mundo inteiro: sua função é iniciar Mudanças de Realidade, ou seja, alterar o curso da História. Agora ele terá de arriscar tudo — não apenas seu emprego, mas sua vida a de Noÿs e até mesmo o curso da História. Tido como um dos melhores trabalhos de Asimov, este clássico nos mostra mais uma vez porque o Bom Doutor é considerado o grande mestre da ficção científica moderna.

O autor conseguiu, no final, mesclar nossa realidade com a ficção em um arranjo perfeito. O homem deixa a eternidade para a infinidade. Apresenta um romance leve, e de certa forma frenético. O autor também apresenta questões, que, no final são todas resolvidas, não deixando nenhuma posta solta. O que é ótimo, pois a cada revelação, nós leitores, deleitamos com a magnitude da trama. No início, é meio confuso, mas depois somos conquistados. Com um pouco de suspense, esta ficção cientifica de viagem no tempo. O personagem principal é um cara que podemos considerar, chato, solitário, se obrigando a seguir rígidas regras, sem sal. Porém, tudo muda quando vislumbra sua musa Loys Lambert. A bela mulher que vira seu mundo de cabeça para baixo. “Ela parecia a única parte real de sua vida. Toda a Eternidade era uma fantasia diáfana que, além de tudo, não valia a pena”.

Algumas questões que o livro nos faz refletir. As dificuldades que a humanidade enfrenta, nos faz mais fortes para evoluirmos para algo melhor? Na nossa sociedade, é certo deixar o destino de muitos na mão de poucos? Sem nosso livre arbítrio criaríamos uma sociedade fadada ao fracasso? A depressão continua da humanidade em relação ao infinito. O ser humano evolui buscando o infinito, sem esse desejo exploratório do infindável o ser humano pode definhar em uma depressão da inexistência, levando a extinção da espécie. Enfim, a narrativa é excelente. Recomendo está leitura.

Frases de Isaac Asimov:

“Se o conhecimento pode criar problemas, não é através da ignorância que podemos solucioná-los.”
“Apenas uma guerra é permitida à espécie humana: a guerra contra a extinção.”
“A violência é o último refúgio do incompetente.”
“O aspecto mais triste da vida de hoje é que a ciência ganha em conhecimento mais rapidamente que a sociedade em sabedoria.”
“A liberdade não tem preço, a mera possibilidade de obtê-la já vale a pena.”
“Espera mil anos e verás que será precioso até o lixo deixado atrás por uma civilização extinta.”
“Nunca deixe seu senso moral impedir você de fazer o que é certo!”
“Examinem alguns fragmentos de pseudociência e encontrarão um manto de proteção, um polegar para chupar, algo a que se agarrar. E o que nós oferecemos em troca? A incerteza, a insegurança!”
“O maior bem do homem é uma mente inquieta.”
“A vida é agradável e a morte é tranquila. O problema é a transição.”
“Quem tiver talento, obterá o êxito na medida que lhe corresponda. Porém, apenas se persistir naquilo que faz.”
“As pessoas pensam na educação como algo que podem terminar.”
“Suas premissas são as suas janelas para o mundo. Tente limpá-las de vez em quando, ou a luz não entrará”

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