O CHAMADO DE CTHULHU E OUTROS CONTOS – H. P. LOVECRAFT

O CHAMADO DE CTHULHU E OUTROS CONTOS – H. P. LOVECRAFT

 

Sinopse:

O Chamado de Cthulhu é um conto do norte-americano H.P. Lovecraft que logo se tornou um clássico do terror. Foi escrito em 1926 e publicado pela primeira vez na revista estadunidense Weird Tales em fevereiro de 1928. Cthulhu é um deus que nas primeiras páginas do conto aparece como um ídolo de argila quase indescritível, possuindo um culto multimilenar dedicado a trazê-lo de volta, o seu retorno desencadearia o fim da humanidade. Neste livro, encontramos esse clássico e mais sete contos consagrados do autor na literatura de terror.

 

Autor: Howard Phillips Lovecraft

 

 

Howard Phillips Lovecraft, mais conhecido por H. P. Lovecraft, foi um escritor estadunidense que revolucionou o gênero de terror, atribuindo-lhe elementos fantásticos típicos dos gêneros de fantasia e ficção científica.

Lovecraft originou o ciclo de histórias que, posteriormente, foram agrupadas nos Mitos de Cthulhu e o grimório fictício conhecido como Necronomicon— atribuído em suas histórias a um estranho árabe de nome Abdul Al Hazred — através do qual os seres humanos em suas histórias entravam em contato com o panteão de entidades criadas pelo autor.

Lovecraft chamava seu princípio literário de “Cosmicismo” ou “Horror Cósmico”, pelo qual a vida é incompreensível ao ser humano e o universo é infinitamente hostil aos seus interesses. Suas obras expressam uma profunda indiferença às crenças e atividades humanas, assim como uma atitude profundamente pessimista e cínica, muitas vezes desafiando os valores do Iluminismo, do Romantismo, do Cristianismo e do Humanismo.

Durante sua vida, Lovecraft teve um número relativamente pequeno de leitores. No entanto, postumamente, com o passar das décadas, sua reputação foi se elevando e, agora, é considerado um dos escritores de terror mais influentes do século XX. Joyce Carol Oates disse que Lovecraft, assim como Edgar Allan Poe no século XIX, tem exercido “uma influência incalculável sobre sucessivas gerações de escritores de ficção de horror e Stephen King classificou o escritor como “o maior praticante do século XX do conto de horror clássico”.

Lovecraft era o único filho de Winfield Scott Lovecraft, negociante de joias e metais preciosos, e Sarah Susan Phillips, oriunda de família notória, que podia traçar suas origens directamente aos primeiros colonizadores americanos. Quando Lovecraft tinha três anos, seu pai sofreu uma aguda crise nervosa que o deixou com profundas sequelas, obrigando-o a passar o resto de sua vida em clínicas de repouso.

Assim, ele foi criado pela mãe, pelas duas tias e pelo avô, Whipple van Buren Phillips. Lovecraft era um jovem prodígio que recitava poesia aos dois anos e já escrevia seus próprios poemas aos seis. Seu avô encorajou seus hábitos de leitura, arranjando-lhe versões infantis da Ilíada e da Odisseia, de Homero, e introduzindo-o à literatura de terror, apresentando-lhe histórias clássicas do terror gótico.

Lovecraft era uma criança constantemente doente. Seu biógrafo, L. Sprague de Camp, afirmou que o jovem Howard sofria de poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que sua pele fosse sempre gelada ao toque. Dados seus problemas de saúde, ele frequentou a escola apenas esporadicamente, mas lia bastante. Durante a juventude, Lovecraft dedicou-se a escrever poesia, mergulhando na ficção de terror apenas a partir de 1917. Em 1917, publicou seu primeiro trabalho profissional: o conto Dagon.

Foi um ghostwriter da revista Weird Tales. Lovecraft trabalhou como jornalista por um curto período, durante o qual conheceu Sonia Greene, com quem viria a casar.

O período imediatamente após seu divórcio foi o mais prolífico de Lovecraft, no qual ele se correspondia com vários escritores estreantes de horror, ficção e aventura. Entre eles, seu mais ávido correspondente era Robert E. Howard, criador de Conan o Bárbaro. Algumas das suas mais extensas obras foram escritas nessa época, como Nas Montanhas da Loucura e O Caso de Charles Dexter Ward, seu único romance

Seus últimos anos de vida foram bastante difíceis. Em 1932, sua amada tia Lillian Clark, com quem ele vivia, faleceu.

Para sobreviver, considerando-se que seus próprios textos aumentavam em complexidade e número de palavras, dificultando as vendas, Lovecraft apoiava-se como podia em revisões e ghost-writing de textos assinados por outros, inclusive poemas e não-ficção.

Em 1936, a notícia do suicídio do seu amigo Robert E. Howard deixou-o profundamente entristecido e abalado. Nesse ano, a doença que o mataria (câncer no intestino) já avançara o bastante para que pouco se pudesse fazer contra ela. Pelos meses seguintes, Lovecraft aguentou dores cada vez mais crescentes, até que, a 10 de março de 1937, viu-se obrigado a internar-se no Hospital Memorial Jane Brown. Ali morreria cinco dias depois. Contava então 46 anos de idade.

 

Resenha: O Chamado de CTHULHU e outros contos.

 

O Chamado de Cthulhu é um conto que logo se tornou um clássico do terror. Foi escrito em 1926 e publicado pela primeira vez na revista estadunidense Weird Tales em fevereiro de 1928. Cthulhu é um deus e através de um culto multimilenar dedicado a trazê-lo de volta, o seu retorno desencadearia o fim da humanidade.

Além desse aclamado conto, encontramos outros sete contos tão bons quanto o que leva o nome do livro. São eles: Dagon, A música de Erich Zann, O horror de Dunwich, A sombra fora tempo, Os ratos nas paredes, Os gatos de Ulthar e A cor que caiu do espaço.

Os que mais gostei foram: Cthulhu, A sombra fora do tempo e A cor que caiu do espaço. O mais agonizante, sem dúvidas, foi Os ratos nas paredes.

Lovecraft publicou dezenas de contos ao longo de toda sua vida. Os que compõem este livro, proporciona um bom começo para conhecer as histórias extraordinárias cunhadas pelo autor.

H.P. Consegue o que poucos autores conseguem fazer. Em poucas linhas criar diversas culturas e criaturas de maneira realística. A escrita em primeira pessoa, que faltam certos detalhes, é o que proporciona a imersão e terror, pois só temos a opinião do relato de quem conta a história. Mergulhamos, de fato, da mente dos personagens e somos aterrorizados em conjunto. Além disso, o autor é perito em criar cenários e situações de outro mundo, forte carga de suspense e terror psicológico pelo estilo da narrativa. Lovecraft, manipula nosso imaginário guiando para o desconhecido. Nunca sabemos onde suas histórias vão chegar, seres alienígenas, monstros, deuses, fantasmas, etc.

Aqui fica uma forte indicação para todos que queiram conhecer o autor, pois ele te prende de uma maneira que só acabando a história para viver. Para aspirantes a escritores, é um prato cheio. Lovecraft com sua escrita fluida de maneira harmônica e até poética, arisco, proporciona um leque de gramatical.

O enredo dos contos:

Dagon:

A história é o testemunho de um homem, que relata um incidente que ocorreu durante seu serviço como oficial durante a Primeira Guerra Mundial. O narrador sem nome é capturado pelos alemães, porém depois ele consegue escapar em um barco salva vidas, mas acaba ficando preso em um lamaçal pútrido infestado por carcaças de peixes. Lá ele encontra algo esquecido por Deus. uma grande criatura horrorizante, coberta de escamas emerge da água, horrorizado pela visão, o marinheiro foge de volta para o barco encalhado.

A música de Erich Zann:

A história é um relato do enigmático Erich Zann, um músico idoso cujas melodias únicas e sobrenaturais atraem a curiosidade de um jovem estudante universitário.

O horror de Dunwich:

O nascimento de Wilbur Whateley abala a rotina dos moradores da pacata Dunwich e joga a cidade em um vórtice de estranheza à medida que o bebê cresce em velocidade anormal e demonstra obsessão por livros antigos, línguas mortas e criaturas cósmicas mais velhas do que o próprio mundo. É so quinze anos depois, quando Wilbur já se tornou um gigantão assustador em busca de uma fórmula no temido Necromicon, que o mistério vai ser revelado.

A sombra fora do tempo:

O professor Peaslee recobra a memória após sofrer de amnésia por cinco anos e começa a pesquisar seus estranhos sonhos. As investigações levam-no até a Austrália Ocidental e a um simples pedaço de papel que encerra a derradeira verdade sobre as viagens através do tempo.

Os ratos nas paredes:

Quando o descendente de uma antiga família aristocrática se muda de Massachusetts para o Priorado de Exham, seu lar ancestral no sul da Inglaterra, ele passa a ser atormentado pelo barulho constante de ratos correndo atrás das paredes. Quando o som começa a assombrar até mesmo os seus sonhos, ele começa a investigar a imponente construção e descobre um segredo horrível que jaz nas entranhas da propriedade, e que poderá o levar aos domínios da loucura.

Os gatos de Ulthar:

o conto, um narrador não identificado relata a história de como uma lei proibindo a matança de gatos chegou a uma cidade chamada Ulthar. No decorrer da narrativa, a cidade é o lar de um casal de idosos que gosta de capturar e matar os gatos dos habitantes da cidade. Quando uma caravana de andarilhos passa pela cidade, o gatinho de um órfão (Menes) que viaja com a banda desaparece. Ao ouvir sobre os atos violentos do casal contra gatos, Menes invoca uma prece antes de deixar a cidade que faz com que os felinos locais invadam a casa dos matadores de gatos e os devorem. Ao testemunhar o resultado, os políticos locais aprovam uma lei proibindo a morte de gatos.

A cor que caiu do espaço:

Um vilarejo a oeste de Arkham vê-se em perigo quando um meteoro cai na propriedade de um fazendeiro local e traz consigo uma estranha aberração cromática que afeta a flora e a fauna da região? e cria o cinzento e estéril descampado maldito, onde nada cresce.

 

 

 

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