Edição de genes se mostra eficaz contra o envelhecimento celular.

Edição de genes se mostra eficaz contra o envelhecimento celular.

Pesquisadores chineses utilizaram uma técnica de edição de genes para identificar mais de 100 genes responsáveis ​​pelo envelhecimento das células humanas. A ideia é desenvolver uma terapia que possa desativar alguns desses genes para prevenir doenças associadas à senescência celular.

O estudo, publicado na Science Translational Medicine, demonstra que os cientistas conseguiram reduzir a proporção de células envelhecidas no fígado de ratos idosos, além de prolongar a vida das cobaias. A senescência celular, um estado de interrupção permanente do crescimento, é a principal impulsionadora do envelhecimento do organismo.

Os cientistas da Academia Chinesa de Ciências utilizaram a CRISPR (técnica que corta e edita o DNA) em células-tronco humanas que apresentavam envelhecimento prematuro. Ao inativar os genes candidatos à promoção da senescência, eles conseguiram atenuar os efeitos relacionados a progressão do envelhecimento.

Entre os genes que levam à senilidade, o KAT7 (enzima histona acetiltransferases) se mostrou particularmente importante. Sua desativação se mostrado eficaz no alívio da senescência celular, de acordo com Zhang Weiqi, pesquisador do Instituto de Genômica de Pequim.

O tratamento é feito por meio de injeção intravenosa, que utiliza um vetor lentiviral que codifica o KAT7, reduzindo as proporções de células senescentes e pró-inflamatórias no fígado. Os resultados sugerem que a terapia genética baseada na inativação de um único fator pode ser suficiente para estender a vida de mamíferos.

Inibir o KAT7 especialmente se mostrou eficaz para retardar o envelhecimento das células hepáticas humanas. “Este estudo não apenas aprofunda nossa compreensão do mecanismo de envelhecimento, mas também fornece novos alvos potenciais para uma intervenção”, afirmam os pesquisadores.

Conhecida pela sigla CRISPR-Cas9, a técnica teve seu uso em humanos descrito pela primeira vez em setembro de 2019, num artigo para a revista acadêmica New England Journal of Medicine. Apesar de não ser a única técnica que visa modificar ou inativar genes em seres humanos, a CRISPR é a mais simples e barata, já que é formada por uma proteína – molécula grande e complexa de reproduzir em laboratório – e um RNA – pequeno e simples de ser reproduzido –, contra as outras técnicas que utilizam duas ou mais proteínas artificiais.

Via: Xinhua

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