A Batwoman de Ryan Wilder

A Batwoman de Ryan Wilder

De todas as series que compõe a temporada 2021 do Arrowverse, Batwoman se viu no maior dos desafios, já que Ruby Rose, a atriz principal, saiu do elenco.

A solução surpreendeu ao dar o manto para uma nova personagem, Ryan Wilder, que é original, e que se mostrou uma escolha acertada, tanto pelo trabalho de Javicia Leslie, que trouxe carisma e atitude para a nova heroína, tanto por ela se encaixar no momento atual do mundo, fazendo uma personagem necessária para os nossos dias.

Diferente de Bruce e Kate, Ryan faz parte das minorias de Gotham, não só por ser mulher, negra e lésbica, mas por viver a margem da sociedade, e trazer o debate das camadas menores da população de Gotham.

Muitos dos episódios tiveram força, levantando debates importantes, como a Doceira, “simpática e simples dona de casa do subúrbio”, que na verdade pega crianças marginalizadas, as prende e destrói suas esperanças, exatamente por elas serem aquelas que ninguém procura e que vão parar no crime organizado. Mesmo quando aparece um grupo de jovens, que estavam realmente buscando alguém, era, na verdade, uma menina branca de olhos azuis, a Beth Kane. Uma crítica social, principal por Angelique, melhor amiga e que se tornaria na namorada de Ryan, e que é branca mas também marginalizada, ter sido pega propositalmente para procura-la.

Sendo um dos poucos núcleos fora da ligação com Kate, o projeto social organizado por Ryan foi alvo para mais um debate: ataques criminosos a projetos sociais. Tudo parte de um plano do diretor da penitenciaria já que, sem esses projetos, crianças e jovens não terão com o que se ocupar, restando somente a vida de crime.

Já um arco importante foi dos Corvos, iniciado na temporada passada, que mostra a corrupção na empresa de segurança, o que faz Ryan nutrir uma grande raiva deles, como quando eles atropelam o Spider Wolf e o deixam largado. Tudo piora com a chegada de Tavaroff, agente que abusa do poder e possui uma postura questionável, como usar arma letal numa operação, mesmo quando foi ordenado que não usasse. Ele é o responsável por balear Luke Fox, achando que ele, quando ia pegar o celular, estaria sacando uma arma. E, com os aliados dele, manipulou o vídeo de segurança, como se Luke realmente tivesse uma arma e divulgou na imprensa. Todas essas ações acarretaram no fim dos Corvos por Jacob Kane.

Cada um desses episódios são poderosos, por refletirem a realidade que, infelizmente, acontece muito. Ryan como Batwoman mostrou sua postura: indo atrás daqueles que ninguém procura, não tolerando abusos e lutando contra as injustiças.

Mesmo com o retorno de Kate Kane, agora interpretada por Wallis Day, o manto continua a ser de Ryan Wilder, o que, ao mesmo tempo que é uma noticia triste pela aceitação da Kate de Wallis, assim como o desejo de vê-la como Batwoman, é uma noticia ótima diante do que Ryan tem apresentado em sua jornada.

Para a próxima temporada, que já começarão a ser gravadas, o Bat Time já tem um novo desafio com os itens dos vilões do Batman, que estavam na Batcaverna, mas foram pegos por Circe e perdidos. São o chapéu do Chapeleiro Louco, o guarda-chuva do Pinguim e uma muda da Hera venenosa, com esses vilões podendo aparecer ou ganhando novas versões. Também para Ryan, que descobriu que sua mãe biológica está viva.

Outras tramas, como as consequências da morte da Enygma, filha do Charada, morta pelo Ocean; Safiyah em Gotham e seu acordo de ter uma muda da Hera Venenosa; A busca de Kate por Bruce e sua passagem por National City(provavelmente uma indicação de uma participação em Supergirl); entre outras, não se sabe como, e se irá, desenvolve-las na próxima temporada.

 

O Arrowverse 2021 ainda está em exibição, com o season premiere de Batwoman, e provavelmente o do Arrowverse 2021/2022, será no dia 13 de outubro.

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