Portal Crítica

Vingadores: Ultimato (2019) – Portal Crítica (Sem Spoiler)

O Melhor e Mais Épico Filme da Marvel

Eu gostaria de iniciar está critica falando algo importante de alguém importante. “Alguns leitores dizem que a arte deveria ser escapista e nada mais. Não consigo pensar assim. Para mim, uma história sem mensagem, por mais subliminar que esta seja, é como um homem sem alma. Mesmo a mais escapista das obras literárias continha pontos de vista morais e filosóficos. Nenhum de nós vive em um vácuo; nenhum de nós é intocado pelos eventos do mundo ao nosso redor – eventos que moldam nossas histórias como moldam nossas vidas. Só porque algo tem o objetivo de ser divertido não quer dizer que temos que desligar nossos cérebros ao consumi-lo”. Isto foi dito por Stan Lee, o homem que mudou os quadrinhos, o homem que mudou não só minha vida, como a de bilhões, isto foi dito por um gênio.

Eu me lembro de quando era apenas uma criança e meu pai chegou do trabalho trazendo o DVD do Homem de Ferro (2008) – eu nem sabia que aquele filme havia sido lançado, na época as informações não circulavam tão rápido quanto hoje, principalmente na pequena cidade de onde venho. Ao receber aquele material em mãos fiquei automaticamente entusiasmado para assistir o filme, porque apesar de não ser um grande leitor de quadrinhos naquela idade, eu conhecia o personagem através de desenhos que passava na TV; então logicamente corri para ver o que me aguardava naquela inesquecível experiencia cinematográfica. Quando os créditos subiram eu lembro de me sentir chocado, não só pela qualidade da obra, mas por terem quebrado um grande tabu pra mim – os únicos heróis que eu conhecia era o Batman, o Homem Aranha, os X-Men, e alguns outros que passavam na televisão, mas uma coisa que todos tinham em comum era a identidade secreta, nenhum herói abria mão disso; e na cena final do longa nós temos a grande frase de Tony Stark (Robert Downey Jr.) para a grande mídia: “a verdade é que eu sou o Homem de Ferro” – aquela foi a primeira cartada de coragem da Marvel, e na cena pós créditos a primeira linha da formação de uma história memorável começou a ser escrita; Vingadores: Ultimato é a ultima página desse conto que nos foi narrado durante esses 11 anos, para que assim uma nova linha, em uma nova história comece a ser composta.

A premissa do longa não é nada simples – os vingadores precisam trazer todos aqueles que foram incinerados pelo Thanos (Josh Brolin) de volta, mas sem anular tudo o que foi feito no filme anterior, para isso eles arquitetam um plano que pode dar tudo errado, mas se funcionar será a salvação do universo.

Quando o filme foi lançado eu estava com medo de não conseguirem desenvolver e consertar tudo que havia sido quebrado em Guerra Infinita (2018), mas ainda assim estava tentando manter um pensamento otimista, até que saiu as primeiras impressões de Ultimato, nesse momento meu hype foi para Marte, já que todos estavam amando o longa – e agora, após ter assistido também, posso dizer que vi não só o melhor filme da Marvel, mas o filme de herói mais épico já lançado.

O elenco dispensa apresentações, e não irei comentar tanto sobre seus desempenhos, basta dizer que todos fizeram as melhores atuações desses últimos 11 anos do estúdio, e que sempre serão lembrados pela marca que deixaram nos nossos heróis preferidos – então aqui vai o meu muito obrigado ao Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Chris Evans (Capitão América), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Chris Hemsworth (Thor), Mark Ruffalo (Hulk), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Joe e Anthony Russo (Diretores), Kevin Feige (Produtor), Stan Lee e Jack Kirby (Criadores), e a todos os outros que participaram dessa jornada, pois criaram um universo magnifico que moldou, molda, e irá moldar gerações.

No começo do longa somos apresentados ao nosso planeta completamente devastado por tristeza e desesperança; refletindo essa imagem não apenas nos cenários e cinematografia, mas também nos personagens – flertando com as outras pessoas que sofreram perdas, e se aprofundando no que se passa na mente dos protagonistas, como estão superando a catástrofe, ou como se afundaram nela. É completamente compreensível os diretores optarem por não explorar tanto como ficou a sociedade após o estalar de dedos, afinal é muita coisa para se resolver em um filme que mesmo tendo 3 horas de duração, aparenta ser uma tarefa impossível para outros cineastas. Nesse caso posso dizer que a obra sabe que não pode perder tempo, ele é sempre objetivo e sabe onde quer chegar, e o que terá que percorrer para alcançar sua finalidade.

Com a narrativa perfeitamente fluida graças a sua montagem, sabendo sempre a hora de valorizar um personagem de cada vez com o tempo certo; o telespectador tem sempre o dinamismo e suspense presente em cena, até nos momentos de calmaria sentimos o medo do fracasso, e na tempestade o pavor é amplificado a níveis astronômicos, e muito disso também é graças ao vilão que foi tão bem construído em Guerra Infinita – é definitivamente o melhor vilão da Marvel em termos de ameaça.

Claro que o filme tem algumas questões que muitos consideram problemas, como uma piada mal colocada em uma cena fortemente dramática, mas isso é completamente irrelevante dentro dessa grandiosidade que foi construída aqui.

Então meu caro leitor, se ainda não ficou claro a importância deste longa para você, insisto em falar que este não é só um filme, mas sim um evento que você não pode perder no cinema para assisti-lo na TV da sua casa, pois é uma experiência cinematográfica. Então custe o que custar, veja este filme.

Etiquetas

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1
Olá
Podemos ajudar?
Powered by
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios