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The Umbrella Academy (2019) – Portal Crítica

Uma Série Mediana...

Esta série foi baseada nos quadrinhos de mesmo nome lançado em 2008, e criado por Gerard Way  e Gabriel Bá – apesar disso, irei analisar o conteúdo como obra fechada, e sem fazer paralelo com as HQs.

Sinopse:

43 mulheres espalhadas pelo mundo deram a luz a crianças com poderes, porém nenhuma delas estava grávida no ínicio do dia. Sete dos jovens foram adotados por um homem rico, que os treinou e os preparou para salvar o mundo. Anos depois – ao falecer do milionário, Sir Reginald Hargreeves. Seus filhos adotivos, agora já na fase adulta, se reunem para o funeral – quando um de seus irmãos, que se encontrava desaparecido a anos, retorna alegando que estava no futuro e que o apocalipse está próximo.

Crítica:

A nova série da Netflix tem muito à se elogiar, porém se eu pudesse definir em uma palavra o que é The Umbrella Academy, seria: inconsistênte.

A melhor coisa da série, ou talvez a única seja o elenco – já que a premissa interessante não é merito dela, e sim da obra original.

Tom Hopper (Luther Hargreeves) compõe um personagem sério, e aparentemente o mais maduro do grupo, porém essa é apenas a superfície, pois sua mentalidade é frágil, e imatura; Robert Sheehan (Klaus Hargreeves) é um dos mais cativantes de se acompanhar – o ator dá uma fisicalidade peculiar a figura, muito semelhante ao Jack Sparrow. Emmy Raver-Lampma (Allison Hargreeves) brilha em uma cena durante a série inteira, e se não fosse por essa sequência, eu diria que sua atuação é qualquer coisa… David Castañeda (Diego Hargreeves) está operante, não há nada a ressaltar sobre ele; Aidan Gallagher (Número Cinco) é o meu personagem preferido, não por causa da atuação, que não é ruim – porque ele constrói um sarcasmo para sua persona, mas o que me chamou atenção foi sua personalidade! É intrigante, e muito divertida de assistir. Ellen Page (Vanya Hargreeves) é de longe, a melhor atriz! Ela é uma garota insegura, traumatizada, gentil, e altamente explosiva. Seu arco é o mais fascinante – a mesma muda muito desde o primeiro episódio ao último, ela e o Klaus foram os únicos entre os protagonistas que parece ter tido uma evolução gradativa… Cameron Britton (Hazel) faz um homem doce, simpático, mas que pode arrancar seu olho se assim ele desejar – apesar de não aprovarmos, e sentirmos indignação na violência que parte dele, não conseguimos parar de gostar do personagem – você tem vontade de ser amigo dele, assim como da Mary J. Blige (Cha-Cha) que faz uma mulher séria, mas também muito divertida… e a química entre ela e o Britton é muito crível, realmente parece que são amigos que trabalham juntos a muito tempo, é bom de acompanhar.

A obra tem algumas coisas que deixam a desejar, como a maquiagem, e CGI. Mas o principal problema desta série é que é longa demais! Não tem conteúdo para preencher 10 episódios de estória. Em vários momentos ela começa a enrolar o público criando diversas subtramas que destoam do foco principal (o apocalipse), por exemplo, faltam poucos dias para o mundo acabar, mas alguns dos protagonistas estão mais preocupados em ir a uma festa e encher a cara do que com o fim de tudo… fora os vários outros sub-arcos desnecessários – e quase todos os personagens da série tem um. Sempre que esses momentos são inseridos, é inevitavel o sentimento de insatisfação. Uma raça inteira pode morrer, e por causa da falta de urgência e tensão, você não dá a mínima.

Os vilões são interessantes, mas pediam por um desenvolvimento melhor – sabemos quem são; o que fazem, porém não entendemos a motivação deles, e muito menos como se originaram.

Fora os diálogos que chegam a ser até didáticos de tão expositivos que são. Outra questão é como ele são colocados… alguém tem uma dúvida, ai do nada brota uma pessoa com a resposta – é tão tosco e telegrafado que parece aquelas novelas méxicanas antigas.

As tentativas de encaixar suspense em algumas tramas são inúteis por causa do roteiro que não se sustenta, já que essas sequências são mal exploradas – e para piorar, a montagem põe momentos leves, perto dos tensos, deste modo fazendo o telespectador esquecer o suspense, ou parar de se importar, afinal nem a própria série parece se importar.

The Umbrella Academy têm boas propostas, bom elenco, e o final tem um forte cliffhanger que me fez ficar interessado na segunda temporada. Mas a obra enrola de mais, é inconsistente, e o roteiro precisa muito ser melhorado.

Nota: 5,5/10

 

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