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Star Wars Fallen Order?… Fallen Jedi?… Fallen WHATEVER!

O novo jogo de Star Wars é uma montanha russa, que sobe, sobe e sobe e na hora de descer é bruscamente interrompida pelos créditos finais.

Pela primeira vez, estou fazendo uma mega análise de um jogo, deu muito trabalho mas creio que vão gostar, já que tenho muito o que falar desse jogo e tenho propriedade em Star Wars, então já posso criticar além do que está na tela. Por conta disso essa resenha vai ser dividida em algumas partes para quem está lendo pelo Instagram do @cometanerd para quem está lendo pelo site (Cometa Nerd Oficial ou VentrueNoob) vai tudo de uma vez.

Primeiramente vamos comentar sobre do que se trata o jogo, Star Wars Jedi Fallen Order é um jogo lançado em 2019 pela EA Games juntamente com a Respawn. Antes de seu lançamento, a EA que tem os direitos dos games de Star Wars mais recentes, só tinha mais um jogo previsto antes do fim do contrato, e depois da decepção que foi Battlefront 1 e 2, a empresa decidiu pedir ajuda para Respawn, que fez um jogo fora dos padrões da EA.

 HISTÓRIA

A história de Fallen Order se passa entre o episódio III e o episódio IV, se formos falar de uma perspectiva cinematográfica. Tudo se passa após a Ordem 66 (que foi a ordem emitida pelo Imperador Palpatine que fez os clones se virarem contra os Jedi e eliminarem a ESCÓRIA JEDI), depois da morte dos Jedi, um Padawan (aprendiz de Jedi) Cal Kestis, personagem principal do jogo, foge e vai para um planeta lixão, onde ele trabalha com outros catadores de lixo em antigas naves imperiais. Após um incidente, Cal se encontra em um problema envolvendo o Império, que descobre de sua existência e quer sua morte.

Até aqui não tinha muito como errar na receita do jogo, mas incrivelmente as burradas começam. A mecânica presente é a mesma de Dark Souls, um personagem “frágil” com habilidades que vão evoluindo com o tempo, mas nada muito forte. Entretanto, esse jeito novo de jogar algo de Star Wars quebrou o jogo, pois interrompeu a lógica da saga.

 HABILIDADES

Para se esconder do Império, Cal “rompeu” sua conexão com a Força, por isso ele não começa o jogo muito forte, pois ele não tem “conexão suficiente”, essa foi a desculpa que eles encontraram para não quebrar o jogo, mas o problema foi o poder que ele começa, se ele era um Padawan, que não finalizou seus ensinamentos, como a primeira habilidade que ele consegue fazer é paralisar o tempo? Não faz muito sentido, além de que ele demora um pouco para aprender a empurrar e mais ainda a puxar, que são “habilidades básicas” da força. Se a tentativa era não deixar o jogo com uma mecânica quebrada, era necessário mudar essa ordem ou até mesmo adicionar mais coisas, ir além do projeto.

 SABRE DE LUZ

Outra coisa que chamou minha atenção foi o mal uso do sabre de luz e suas batalhas. Em vários momentos do jogo, se não todos, usamos o sabre de luz de Cal para diversas coisa, mas algumas delas não fazem nenhum sentido. Como já falei, Kestis não está 100% conectado com a força, logo seus poderes não estão tão fortes, mas em algumas ocasiões, o sabre de luz de Cal reflete até tiros de AT-AS, quebrando um pouco a gameplay e o cinematográfico. Mas isso nem é o mais preocupante, existem momentos no game que não é possível fazer movimentos de ataque e defender rapidamente logo em seguida (os inimigos também não tem marcador de ataque, seria interessante um sistema como o executado em Shadow Of War). Então a situação é, temos um sabre de luz e não conseguimos bater e rapidamente se defender, temos que ficar rolando no chão com o personagem se quisermos sobreviver na batalha, se tornando algo até mesmo ridículo.

Fazer um jogo com uma arma tão complexa quanto um Sabre de Luz não é fácil, mas é necessário abrir mão de algumas coisas para encaixar o sentido, se não existe aviso de ataque inimigo, pelo menos deveríamos ter uma melhor defesa com o nosso sabre, sem precisar ficar rolando e pulando para não morrer.

Uma das coisas mais importantes em um jogo são os gráficos, eles que vendem o jogo e não posso criticar a direção de arte do game, é incrível como foi feita, mas é ridículo como foi executada dentro do game. O mapa tem iam gastar gama de elementos e camadas que foram feitas para exploração, entretanto, o mapa ser dividido em “andares e camadas” não deixa o jogo muito simples e faz uma olhada no mapa ser um eterno puzzle de desvendar como saímos do ponto X ao ponto Y.

Ademais o que mais chama atenção no mapa, é a falta de preparo para um mundo aberto. Não é novidade que um jogo renderiza o cenário por onde o jogador vai passando com mais detalhes e lugares que o jogador não está lá estão em uma “baixa qualidade”; só que Fallen Order não consegue fazer isso bem, várias vezes quando estamos transitando entre os andares, o jogo simplesmente para, a tela fica congelada, vem um loading ridículo no cantinho da tela e depois ele volta a funcionar como se nada tivesse acontecido. Por outro lado também temos o mal uso do cenário e dos gráficos in game, já que a maioria das cenas importantes são cutscenes e que se exploda a gameplay.

 TROPAS E INIMIGOS

Sem sombra de dúvida com esses Stormtroopers o Império teria ganho da Escória Rebelde, eles não erram um tiro, todos vão em você e no que eles estejam mirando, isso quebrou um pouco a lógica de Stormtroopers não terem boa mira e acaba sendo algo bem chato matar eles.

Em cada planeta que desbloqueamos existe sua própria calma e flora, que não é muito variada, basicamente você precisa passar seu sabre de luz em tudo que vê pela frente e uma hora vai dar certo. Já o sistema de enfrentar chefões é bem simples na verdade, você bate, defende e corre, deixando o jogo bem injusto, pois os chefes começam a te bater e não param de te agredir até você começar a rolar no chão, porque nesse game nem sempre um sabre de luz consegue te defender.

Enredo e personagens

Fallen Order traz uma gama de personagens que ajudam Cal em sua história, os principais são Cere e Gress, que são seus companheiros de aventura. Juntos eles pretendem reviver a Ordem Jedi, criando uma nova legião de Jedis e destruir o Império, mas para isso eles precisam descobrir quem são as crianças sensitivas a força.

Isso é bem legal, a tentativa de encaixar uma tentativa de reviver a Ordem Jedi é algo bem legal de explorar, mas foi feito de uma forma muito desapontadora; boa parte do game o jogador está tentando descobrir a história dos Zeffos, que são uma raça alienígena que tem uma conexão com a força, mas isso é bem entediante, a história não é interessante e parece muitas vezes estar estagnada em algum ponto, dando voltas no tédio que o jogador vai criando.

Mas Jedi Fallen Order não é um jogo ruim, só poderia ser bem melhor, sem bugs e erros no cenário. A jogabilidade deixa a desejar no quesito sabre, com lutas que são bem repetitivas e sem um pingo de ação. Mas o final do game surpreende, levando em conta que eles parecem “acordar” o game na última hora de gameplay, onde o jogo fica realmente bom. Por isso considero que Fallen Order termina a gameplay onde devia começar o jogo, numa maré de ação e aventura fantástica, sendo interrompido apenas pelos créditos finais.

Nota: 6,5

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Leonardo Arthur

Olá Nerds, sou Leonardo o Cometa Nerd e ficaria feliz se me seguissem no Instagram e no meu canal do Youtube.

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