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Era uma vez… um final feliz?

E se pudéssemos mudar o passado?

Um dos filmes mais comentados deste mês com certeza é o novo de Quentin Tarantino: Era Uma Vez Em… Hollywood. Escrevi há uns dias atrás, aqui no canal Ventrue, sobre minhas expectativas, deixando algumas indagações no ar. Uma delas era: como uma história real, que foi trágica e marcante, seria retratada com o estilo “sangrento” de Tarantino.

Confesso que fiquei um pouco apreensiva, pois Sharon Tate era uma artista muito querida e ninguém gostaria de ver seu assassinato ser retratado em uma cena pitoresca, como ocorre na maioria dos filmes do referido diretor. Durante o filme, acontecimentos que ocorreram antes do fatídico evento foram apresentados, o que ia me deixando mais ansiosa pelo resultado.

Só que, chegando perto do fim do filme, eu pensei: e se a história terminar diferente? Afinal de contas, o Tarantino já fez isso em outro filme seu, Bastardos Inglórios, no qual um final mais a gosto de todos foi criado: Hitler junto a vários outros nazistas morreram queimados numa sala de cinema.

Não deu outra: no final de Era Uma Vez, Sharon e todos seus amigos sobrevivem e as pessoas responsáveis pelas mortes na vida real é que são cruelmente assassinadas. Esse é o jeito Tarantino de fazer justiça. Esse é o jeito Tarantino de nos oferecer uma catarse, uma forma de conforto em relação a algo que infelizmente não podemos mudar.

Os personagens ficcionais, Rick e Cliff, foram utilizados com maestria para a mudança do desfecho. Eles é que estavam presentes na sequência sangrenta, não precisando usar nem Sharon (grávida de oito meses) nem seus amigos, preservando assim suas imagens e memórias.

Não posso terminar esta review sem exaltar as atuações de Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbie. DiCaprio e Pitt tiveram maior tempo de tela, com seus personagens sendo os responsáveis por traçar toda a trama do filme. Margot, apesar de poucas falas, conseguiu passar um ar amigável e humilde de Sharon, fazendo-nos sentir mais empatia pela famosa atriz da década de 60.

Enfim, apesar de não haver muita ação para um filme de Quentin Tarantino, acredito que vale muito a pena assistir, afinal, quem não gostaria de dar um final feliz para uma história trágica? Quem dera…

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2 Comentários

  1. É um ótimo filme com uma pitada de nostalgia e reverencia a Hollywood da década de 60 com um formato diferente, mas sem fugir da pegada Tarantinesca com boas cenas de violência, que só ele sabe fazer.

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