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Crítica: O rei leão 2019

Depois de 25 anos, a Disney faz questão de nos presentear com o remodelamento desse filme que já nos fez chorar, refletir, rir e aprender músicas novas. O REI LEÃO (2019) conquistou o público por fazer um curso perfeito das técnicas de computação gráfica (CGI), e por trazer nostalgia as pessoas que curtem em um filme mais clássico.

 

Até o momento, o novo filme da Disney leva o primeiro lugar no pódio de melhor utilização de CGI, com um estudo preciso sobre ambientação e movimentação dos animais expostos e também inovações nos efeitos especiais, o estúdio conseguiu repassar de uma forma fiel toda a anatomia dos bichos, desde a ação do vento sobre o pelo até o jeito instintivo que movem as orelhas. Tendo como único ponto negativo a perda significativa das expressões das personagens e em razão de uma perfeita representação da realidade. Na mesma linha, a Disney também é uma vitoriosa por nos presentear com a retratação dos ambientes que são fiéis aos reais, nos impressionando com sua textura e movimentação que se mostram perfeitas para estudos de geografia.

 

Outro ponto a ser notado, é a mudança na paleta de cores que agora é menos radical em relação a do clássico, a qual era supersaturada. Tal alteração foi necessária para fornecer a proposta hiper-realista oferecida pela adaptação, que não sofreu muito com essa diferença.


Como a versão de 1994, os personagens continuam os mesmos com seus papeis bem definidos. Mufasa (James Earl Jones), ético como um bom rei; Scar (Chiwetel Ejiofor), misterioso e perverso; Simba (JD McCrary e Donald Glover), ingênuo porém corajoso e Timão (Billy Eichner) e Pumba (Seth Rogen), amigos inseparáveis que ficam responsáveis pela maior parte cômica do filme. Vale ressaltar a responsabilidade de Pumba
ao passar uma mensagem contra o bullying num dado momento da trama, a qual conta como mais um ponto positivo na ficha do nosso herói porcalhão.

 

Mas nem só de glórias vive o leão, a equipe responsável pela dublagem no Brasil ligou o Hakuna Matata para o produto final. Selecionar a cantora IZA para fazer a voz da Nala (Beyoncé) foi um erro neste elenco,por que ela apresenta um sotaque carioca muito característico que causa estranheza em contraste com a voz dos demais animais, tamanho desconforto foi o suficiente para a criação de memes com o sotaque da cantora ao falar o nome do vilão “Ixcar”.

 

Falando dele, o velho leão cinzento também também teve uma mudança meio desconfortável, o novo dublador (Rodrigo Miallaret) que deu uma voz monótona e sonolenta ao bicho deixando, dessa forma, o famigerado tom sarcástico de Scar menos evidente. A música interpretada por ele também sofreu alterações, ganhou um tom narrativo e perdeu parte da musicalidade da composição inicial, o que contrariou os fãs.

 

O Simba não canta bem. Literalmente todo mundo que estava prestando atenção no filme tomou um susto em Hakuna Matata, quando o  leão jovem começou a cantar. Com um tom que aparentemente parece ser um pouco mais alto do que o da fase infantil e com as suas técnicas vocais não tão bem desenvolvidas, a dublagem da segunda versão de Simba (Ícaro Silva), junto com a de Nala (IZA), foram as coisas mais negativas para quem assistiu dublado. Estas conseguiram ter desaprovação porque tanto o público quanto os críticos, acreditam que um filme de tamanha magnitude não é feito para testar novos dubladores e sim usar nomes já de experiência.

Em síntese, O rei leão (2019) de Jon Favreau é um filme perfeito para se assistir com a família, se puderem escolher, vejam legendado e curtam o realismo da adaptação. HAKUNA MATATA!

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Gabriel Gaba

Oi, eu sou o Gaba do universo C-121. Gosto de ouvir músicas, comer e combater o crime nas horas vagas.

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