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Bohemian Rhapsody

A cinebiografia de Freddy Mercury, Bohemian Rhapsody, que mostra a formação da banda Queen e sua trajetória, chegou aos cinemas brasileiros dia 1 de novembro, vem sendo muito elogiado pelos fãs de Freddy desde sua estreia.

Em seu primeiro fim de semana, o filme faturou cerca de R$ 9,6 milhões nos cinemas brasileiros com mais de 500 mil ingressos vendidos.

No entanto, mesmo com tais fatores positivos, o longa recebeu algumas críticas que deixou muitos de seus fãs decepcionados, como por exemplo, o fato de que Freddy foi colocado como vilão, por ter seguido sua carreira solo, o que na verdade, não foi bem assim, pois ele laçou seu primeiro álbum solo depois que o baterista Roger Taylor já ter lançado dois discos solos.

O longa, que conta a trajetória da banda nas décadas de 1970 e 1980, e a conturbada relação entre o vocalista e o restante dos integrantes durante os quase 20 anos em Freddy esteve à frente do Queen.

O maior agravante, entretanto, foi a maneira como foi abordado o diagnóstico de HIV do cantor. O longa mostra que ele descobriu a doença pouco antes do emblemático show Live Aid. Quando na verdade, Mercury só veio a descobrir sobre a doença após o evento, no ano de 1987 e só revelou ao público 4 anos depois em 1991.

E por falar em Live Aid, o evento foi realmente muito importante para o Queen, mas não justifica o fim da banda. O fato é que, depois do show, a banda diminui o ritmo em relação a quantidade de shows realizados.

Além disso, no longa, ninguém estava doando para a causa que buscava ajudar pessoas famintas na Etiópia do Live Aid até que o Queen aparece no palco. Essa história não é real, pois haviam outros artistas tão importantes quanto a banda no evento, como Elton John, Paul McCartney e David Bowie, e eles também foram importantíssimos para que as doações fossem altas.

 

“Nunca vi um filme distorcer seus fatos de maneira tão punitiva. É como se o filme quisesse punir Freddie Mercury”, escreveu Mike Ryan, do UPROXX.

 

O fator mais significativo, alterado pelo filme, foi, a forma que a banda foi formada. No início, o longa mostra um Freddy cheio de timidez, que precisou criar coragem para encontrar-se com Roger Taylor e Brian May, para daí então ser aceito como vocalista da banda. O curioso é que muitas fontes disseram que Freddy nunca foi um cara tímido.

Um dos grandes influenciadores de Freddy foi Paul Prenter, um dos relacionamentos românticos de Mercury, realmente foi uma má influência para o cantor, mas não foi por causa dele que o Queen acabou se separando, nem foi por ele que Mercury resolveu seguir uma carreira solo.

No filme, é mostrada a Live Aid praticamente como o fim da banda, o que como já foi dito não é bem verdade. A banda continuou na ativa mesmo após o show, no entanto com um número bem reduzido de apresentações.

Outro fato interessante que a se deixar claro é, que Freddy permaneceu ao lado de Jim Hutton, que morreu em 2010. Já Mary Austen continua vivendo na mansão de Freddy, que ele deixou para ela em seu testamento.

Mais uma coisa a ser esclarecida, é que o empresário Rey Foster, interpretado pelo ator Mike Myers, nunca existiu. Várias fontes confirmaram que, Foster é a representação de diversos outros empresários que gerenciaram a banda ao longo de seus primeiros dias. Assim como Foster, muitos empresários não acreditavam no sucesso que banda veio a ter.

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