Portal Crítica

Alita: Anjo de Combate (2019) – Portal Crítica

Desde já espero ansioso pela sequência...

Este filme foi baseado no mangá de mesmo nome lançado em 1990, e criado por Yukito
Kishiro – apesar disso, irei analisar o longa como obra fechada, e sem fazer paralelo
com o quadrinho.

Sinopse:

Uma ciborgue é descoberta e adotada por um cientista. Ela não tem memórias de sua criação, mas possui grande conhecimento de artes marciais. Enquanto busca informações sobre seu passado, começa a trabalhar como caçadora de recompensas.

Crítica:                     

Eu não estava com pingo de expectativa para este longa, já que o diretor é o Robert Rodriguez, que apesar de ter feito bons filmes como, Um Drink no Inferno; também dirigiu coisas tenebrosas, como os infantis: Sharkboy e Lavagirl; A Pedra Mágica; e todos da franquia Pequenos Espiões. Pois bem, tenho o prazer em dizer que estava errado ao duvidar do cineasta! Alita, apesar de alguns erros, é um bom filme!

A melhor coisa da obra é a Alita – uma garota com todas as características de uma adolescente comum; as vezes revoltada, curiosa, doce, as vezes tímida, mas a diferença é que ela é uma ciborgue incrível que pode quebrar seu pescoço em um piscar de olhos. O fato de a personagem ter sido feita por captura de movimento não incomoda em nada na experiência de ver o filme, na verdade, dá um charme a mais; a destaca do restante das pessoas… porém o que eu quero falar mesmo é da atuação da Rosa Salazar, ela é muito boa! Sua raiva, tristeza, felicidade, e atitudes completamente badass, tornam Alita, de longe, a personalidade mais humana do longa. Mas o crédito não é só da atriz por este feito, afinal a protagonista é realizada por computação gráfica, então parabéns a equipe de CGI por conseguir dar tanta expressividade a ela – mesmo com aqueles olhos enormes, detalhe que poderia causar estranhamento, mas aqui funciona. E ainda faz uma referência direta a cultura japonesa, já que lembra um traço de mangá.

Outra coisa impressionante do filme é a criação de mundo! Eles pensaram em detalhes essenciais que tornam o universo crível, por exemplo a funcionalidade do comércio: praças, bar, locais para praticar esporte…

O longa consegue abrir várias subtramas e amarra-las de forma bem coerente, fazendo com que todas funcionem em pró da narrativa, e avancem com o arco principal; apesar de que em alguns momentos o ritmo deixa a desejar e parece que a obra está recheada de mais. Ou seja, tem tanta coisa no filme, que nem tudo consegue ganhar a atenção e desenvolvimento que merecia.

Os flashbacks inseridos para que comecemos a entender o passado da protagonista entra em momentos chave, nada é desperdiçado. São usados para causar um suspense e grande curiosidade por parte do público, e por falar nisso… o filme tem umas sequências realmente tensas, algumas que levantam mistério, e outras em que a tensão é usada a favor da violência – dá pra ver que o diretor tentou extrair até o limite do que a classificação indicativa de 14 anos permitia.

O restante do elenco é funcional.

Christoph Waltz (Dr. Ido) compõe um personagem protetor, bondoso, justo. Mahershala Ali (Vector) está operante, nada a destacar; Ed Skrein (Zapan) faz bem a figura de um assassino narcisista; Jackie Earle Haley (Grewishka) está ok, qualquer um poderia fazer este papel; Jennifer Connelly (Chiren) dedica o melhor que tem com o pouco que lhe foi dado; e Keean Johnson (Hugo) não funciona, o personagem dele pede um ator mais expressivo, alguém mais forte dramaticamente, e isso não é entregue, mal sentimos empatia por ele – o que é uma pena, já que o seu arco é um dos mais interessantes.

Os diálogos deste filme são muito ruins, chega a dar vergonha! Cheio de frases de efeito; clichê; ou tem momentos expositivos completamente desnecessários.

Os vilões também são terríveis! Não tem motivação alguma, não são interessantes, e por causa das frases de efeito não impõe respeito nenhum. Mas uma trama envolvendo um inimigo maior foi aberta – o que dá um gancho muito grande para uma possível sequência, isso foi outra coisa que eu não gostei! Parece que eles estavam mais preocupados em criar uma franquia do que desenvolver os antagonistas – estavam tentando vender o segundo filme, sem sequer o primeiro estar pronto.

Alita: Anjo de Combate é um filme divertido – de puro entretenimento, com uma
direção notável, principalmente nas cenas de ação. E flerta, mas sem se aprofundar, com
alguns questionamentos… Até onde você iria para conseguir ser feliz? O que faria, ou
sacrificaria para fazer alguém que ama feliz?

Nota: 6,5/10

Etiquetas

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1
Olá
Podemos ajudar?
Powered by
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios