Portal Crítica

A Balada de Buster Scruggs (2018) – Portal Crítica

O Filme que Melhor Illustra a Versatilidade de um Diretor...

– A Balada de Buster Scruggs (2018)
Sinopse: Os aclamados irmãos  idealizam uma antologia faroeste em seis segmentos focada na fronteira americana. Acompanhando pistoleiros cantores, colonizadores, mineiros, homens condenados à forca, caçadores de recompensa, e todo tipo de personalidade do Velho Oeste, estes seis contos curtos vão da mais profunda reflexão até o mais completo absurdo.
Crítica:
Aqui vemos o brilhantismo e versatilidade dos irmãos Coen sendo exploradas de várias maneiras diferentes.
– O primeiro conto é o mais diferente: quebra da 4°parede, musical, violência e humor característicos dos Coen. A estrela dessa estória é Tim Blake Nelson – que entrega um personagem engraçado, conquistador e ao mesmo tempo um assassino de sangue frio.
– O segundo conto é com James Franco e apesar de não ter tantos elementos quanto o primeiro, ainda é extremamente engraçado e assim como a estória anterior – existem muitos acontecimentos improváveis aqui que são muito divertidos!
– Já o terceiro – é o mais triste, isso mostra o quanto os diretores dominam o gênero no qual eles trabalham. O Liam Neeson faz parte do filme e é muito bom ver ele fazendo algo que não seja “Liam Neeson no piloto automático”. Mas quero destacar a atuação do Harry Melling, ele sabe compor alguém que diz muito sem dizer nada. Transmite a tristeza; o misterio de sua vida, já que não sabemos o motivo do personagem estar em determinada situação, e nem o passado dele. O final é o mais chocante da obra como um todo.
– O protagonista e por boa parte – o único personagem desse, que é o quarto conto, é o Tom Waits e ele manda muito bem. Através de atuação, figurino, maquiagem, e ambientação – este curta consegue fazer o público imaginar e tentar deduzir como foi a vida do personagem. O conto se trata de uma caça ao tesouro; e o final é surpreendente (o que é bom, já que a estrutura do filme estava começando a ficar previsível).
– O quinto e um dos melhores é protagonizado pela Zoe Kazan. Durante o curta nós acompanhamos uma viagem que na qual é se criado um romance – os personagens tem química, tensão é criada durante algumas sequências, e o final, apesar de previsível para esse filme, funciona muito bem.
– O último conto é basicamente um grupo de pessoas conversando, lembra uma sequência do filme “os oito odiados”. Os diálogos são brilhantes, nível Tarantino – e acredite, isso não é pouca coisa.
O Longa tem uma cinematográfia linda e própria para cada um de seus contos.
A obra só não é perfeita porque a estrutura dela (um longa metragem dividido em seis curtas) prejudica seu ritmo, esse filme teria sido melhor concebido como uma série. Outra questão é que exceto pelo quarto conto, todos tem finais bem previsíveis. Mas é um filme que vai te fazer ter um turbilhão de diferentes emoções e é uma obra dos Coen, vale só por isso.
Nota: 8,0/10
Etiquetas

Artigos relacionados

Fechar
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios
Open chat
1
Olá
Podemos ajudar?